A Primeira Leitura
Este blog colaborativo faz parte de um programa de formação à distância de professores da rede do Estado de São Paulo, cujo curso intitulado "Melhor Gestão, Melhor Ensino" visa inovar as práticas pedagógicas nas salas de aula. Neste blog você, visitante, encontrará matérias, atividades, explicações, curiosidades e muito mais relacionado com a Língua Portuguesa. Convidamos você, seus familiares e amigos a nos visitarem e participarem em nosso blog.
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segunda-feira, 17 de junho de 2013
domingo, 16 de junho de 2013
sábado, 15 de junho de 2013
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Depoimentos
CRISTIANE ALVES TEIXEIRA
Trabalho no ensino público há 14 anos.Licenciada em Letras e Pedagogia.Meu objetivo e continuar no ensino
público,mas atuando na gestão escolar.Sonho de que um dia nossa profissão seja valorizada e que nossos educandos sejam sensibilizados o quanto é importante a educação para eles.
terça-feira, 4 de junho de 2013
domingo, 2 de junho de 2013
"O começo sempre será difícil. Conhecer o novo, sair da zona de conforto e de
segurança. Ir além, ir após. Começar é uma tortura para chegar em algo que será extramente ótimo
ou não. Começar é dar o primeiro passo, não vacilar. Começar é abrir a janela de
manhã, respirar bem fundo e saber que daqui meio minuto os abençoados problemas
do dia irão surgir. Começar é trocar o pão pelo biscoito, o frito pelo assado,
descobrir o gosto da rúcula aos 23. Começar é saber que cebolas são disfarces
para quem tem vergonha do choro, e que as piadas sem graça é a desculpa de quem
a tem como o único motivo para o riso. Amores virão depois das paixões, palavras
certas sempre virão depois das erradas, a resposta certa virá quando o ato
errado foi cometido, televisões novas estragam e garantias são perda de tempo, o
telefonema mais esperado irá chegar enquanto estamos tomando banho com o rádio
no último volume, as cartas não chegam, nem os e-mails, nem a esperança, as
taças caras quebram como os copos de extrato de tomate, analfabetos ganham o
país e poemas de Alice Ruiz passam sem aclamação. Começar pode ser aos 17. Pode
ser aos 30. Pode ser aos 85. Começar pode ser ao som de Marvin Gaye ou no
apaixonar de Chico. Debaixo de uma mangueira, debaixo de uma chuva torrencial.
Começar em Porto
Alegre , pousar em Curitiba, recomeçar na Avenida Paulista,
dormir no braços de Cristo e "passar uma tarde em Itapuã, ao sol que arde em Itapuã,
ouvindo o mar de Itapuã...". Começar é de repente
perceber que já se está na metade do caminho. Começar é dar mais valor ao tempo
que temos e descobrir como é uma tortura o tempo que não temos. Começar é dar
possibilidade de que alguma coisa aconteça aqui ou em Amsterdã. O beijo é o começo do
amor. O amor é o começo do plano. O plano é o começo do caos. O caos é o começo
da família. A família é o começo dos herdeiros. Os herdeiros são o começo do
futuro. E o futuro já não é mais tão perto e nem tão para a gente. O futuro,
aparentemente é o fim que nos espera. Espera para
começar.”
sábado, 1 de junho de 2013
Depoimentos de leitura e escrita
Carlos Eduardo Matias
Desde pequeno que tenho o gosto pela leitura. Sempre me esforcei em ter leitura correta e enfática. Não é fácil, mas com esforço persistente e hábito saudável de ler e escrever, isso é possível.
Assim como Danuza Leão, eu devorava e continuo devorando revistas em quadrinhos. É uma leitura divertida e que contribui muito para um vocabulário diversificado. Recomendo a meus alunos que adquiram esse hábito também.
Através da leitura, posso corroborar a fala de J. C. Violla, que diz ficar “bem informado e antenado com o mundo”. Quanto mais eu leio, mais aprendo. E assim como Nina Horta, eu também me identifico com vários personagens dos livros que leio. Eles fazem e sempre farão parte da minha vida!
Outra coisa que destaco é a participação da família nesse hábito de leitura. Num dos depoimentos que ouvi – o do Gilberto Gil – foi mencionado que a avó foi a responsável por sua alfabetização. Eu sempre recebi incentivos de meus pais quanto a ler. Sempre ganhava livros e revistas, e isso foi me enriquecendo culturalmente. Fiz algo parecido com minha filha, que desde os 5 anos de idade já se entusiasma com a leitura.
Tudo isso me faz lembrar da querida professora Glória que, na época do colegial, me elogiava e incentivava a nunca abandonar a leitura e a busca pelo conhecimento. Graças a ela, nunca desisti do sonho de me formar em Letras, algo que consegui e com muito orgulho dedico a ela essa minha conquista pessoal.
Daniela Vieira Martins da Silva
Os primeiros contatos que tive com a Língua Escrita foram mediados por minha mãe, que, embora pouco escolarizada, lia muitos livros religiosos e ressaltava a importância de saber ler para conseguir tomar ônibus, entender contratos e outras coisas práticas. Minha mãe associava a leitura ao exercício da cidadania, ensinava que era a forma que tínhamos para conviver em sociedade sem sermos encanados por mal intencionados.
Comecei a ler decorando algumas marcas que, por razões comerciais, apresentavam sempre a mesma fonte. Meu pai e eu brincávamos de descobrir “onde está escrito”, ele perguntava por exemplo: “Onde está escrito Sharp?” e eu deveria ir até o eletrodoméstico com essa marca. Quando a brincadeira passou a ficar muito fácil ele passou a perguntar as mesmas marcas, mas escritas de trás para frente, perguntava por exemplo: “Onde está escrito Onra?” –que era a marca Arno ao contrário, assim, quando entrei na escola já conhecia muitas letras e não foi difícil aprender a ler.
Não me lembro qual foi a primeira palavra que li sozinha, sei apenas que estava com um pedaço de jornal brincando na cozinha enquanto minha mãe lavava a louça, li alguma coisa, ela veio conferir se estava certo e me parabenizou pelo feito.
Desde pequeno que tenho o gosto pela leitura. Sempre me esforcei em ter leitura correta e enfática. Não é fácil, mas com esforço persistente e hábito saudável de ler e escrever, isso é possível.
Assim como Danuza Leão, eu devorava e continuo devorando revistas em quadrinhos. É uma leitura divertida e que contribui muito para um vocabulário diversificado. Recomendo a meus alunos que adquiram esse hábito também.
Através da leitura, posso corroborar a fala de J. C. Violla, que diz ficar “bem informado e antenado com o mundo”. Quanto mais eu leio, mais aprendo. E assim como Nina Horta, eu também me identifico com vários personagens dos livros que leio. Eles fazem e sempre farão parte da minha vida!
Outra coisa que destaco é a participação da família nesse hábito de leitura. Num dos depoimentos que ouvi – o do Gilberto Gil – foi mencionado que a avó foi a responsável por sua alfabetização. Eu sempre recebi incentivos de meus pais quanto a ler. Sempre ganhava livros e revistas, e isso foi me enriquecendo culturalmente. Fiz algo parecido com minha filha, que desde os 5 anos de idade já se entusiasma com a leitura.
Tudo isso me faz lembrar da querida professora Glória que, na época do colegial, me elogiava e incentivava a nunca abandonar a leitura e a busca pelo conhecimento. Graças a ela, nunca desisti do sonho de me formar em Letras, algo que consegui e com muito orgulho dedico a ela essa minha conquista pessoal.
Daniela Vieira Martins da Silva
Os primeiros contatos que tive com a Língua Escrita foram mediados por minha mãe, que, embora pouco escolarizada, lia muitos livros religiosos e ressaltava a importância de saber ler para conseguir tomar ônibus, entender contratos e outras coisas práticas. Minha mãe associava a leitura ao exercício da cidadania, ensinava que era a forma que tínhamos para conviver em sociedade sem sermos encanados por mal intencionados.
Comecei a ler decorando algumas marcas que, por razões comerciais, apresentavam sempre a mesma fonte. Meu pai e eu brincávamos de descobrir “onde está escrito”, ele perguntava por exemplo: “Onde está escrito Sharp?” e eu deveria ir até o eletrodoméstico com essa marca. Quando a brincadeira passou a ficar muito fácil ele passou a perguntar as mesmas marcas, mas escritas de trás para frente, perguntava por exemplo: “Onde está escrito Onra?” –que era a marca Arno ao contrário, assim, quando entrei na escola já conhecia muitas letras e não foi difícil aprender a ler.
Não me lembro qual foi a primeira palavra que li sozinha, sei apenas que estava com um pedaço de jornal brincando na cozinha enquanto minha mãe lavava a louça, li alguma coisa, ela veio conferir se estava certo e me parabenizou pelo feito.
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