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sábado, 1 de junho de 2013

Depoimentos de leitura e escrita

Carlos Eduardo Matias
Desde pequeno que tenho o gosto pela leitura. Sempre me esforcei em ter leitura correta e enfática. Não é fácil, mas com esforço persistente e hábito saudável de ler e escrever, isso é possível.
Assim como Danuza Leão, eu devorava e continuo devorando revistas em quadrinhos. É uma leitura divertida e que contribui muito para um vocabulário diversificado. Recomendo a meus alunos que adquiram esse hábito também.
Através da leitura, posso corroborar a fala de J. C. Violla, que diz ficar “bem informado e antenado com o mundo”. Quanto mais eu leio, mais aprendo. E assim como Nina Horta, eu também me identifico com vários personagens dos livros que leio. Eles fazem e sempre farão parte da minha vida!
Outra coisa que destaco é a participação da família nesse hábito de leitura. Num dos depoimentos que ouvi – o do Gilberto Gil – foi mencionado que a avó foi a responsável por sua alfabetização. Eu sempre recebi incentivos de meus pais quanto a ler. Sempre ganhava livros e revistas, e isso foi me enriquecendo culturalmente. Fiz algo parecido com minha filha, que desde os 5 anos de idade já se entusiasma com a leitura.
Tudo isso me faz lembrar da querida professora Glória que, na época do colegial, me elogiava e incentivava a nunca abandonar a leitura e a busca pelo conhecimento. Graças a ela, nunca desisti do sonho de me formar em Letras, algo que consegui e com muito orgulho dedico a ela essa minha conquista pessoal.

Daniela Vieira Martins da Silva

Os primeiros contatos que tive com a Língua Escrita foram mediados por minha mãe, que, embora pouco escolarizada, lia muitos livros religiosos e ressaltava a importância de saber ler para conseguir tomar ônibus, entender contratos e outras coisas práticas. Minha mãe associava a leitura ao exercício da cidadania, ensinava que era a forma que tínhamos para conviver em sociedade sem sermos encanados por mal intencionados.
Comecei a ler decorando algumas marcas que, por razões comerciais, apresentavam sempre a mesma fonte. Meu pai e eu brincávamos de descobrir “onde está escrito”, ele perguntava por exemplo: “Onde está escrito Sharp?” e eu deveria ir até o eletrodoméstico com essa marca. Quando a brincadeira passou a ficar muito fácil ele passou a perguntar as mesmas marcas, mas escritas de trás para frente, perguntava por exemplo: “Onde está escrito Onra?” –que era a marca Arno ao contrário, assim, quando entrei na escola já conhecia muitas letras e não foi difícil aprender a ler.
Não me lembro qual foi a primeira palavra que li sozinha, sei apenas que estava com um pedaço de jornal brincando na cozinha enquanto minha mãe lavava a louça, li alguma coisa, ela veio conferir se estava certo e me parabenizou pelo feito.

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