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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Depoimentos

CRISTIANE ALVES TEIXEIRA


Trabalho no ensino público há 14 anos.Licenciada em Letras e Pedagogia.Meu objetivo e continuar no ensino 
público,mas atuando na gestão escolar.Sonho de que um dia nossa profissão seja valorizada e que nossos educandos sejam sensibilizados o quanto é importante a educação para eles.

domingo, 2 de junho de 2013

"O começo sempre será difícil. Conhecer o novo, sair da zona de conforto e de segurança. Ir além, ir após. Começar é uma tortura para chegar em algo que será extramente ótimo ou não. Começar é dar o primeiro passo, não vacilar. Começar é abrir a janela de manhã, respirar bem fundo e saber que daqui meio minuto os abençoados problemas do dia irão surgir. Começar é trocar o pão pelo biscoito, o frito pelo assado, descobrir o gosto da rúcula aos 23. Começar é saber que cebolas são disfarces para quem tem vergonha do choro, e que as piadas sem graça é a desculpa de quem a tem como o único motivo para o riso. Amores virão depois das paixões, palavras certas sempre virão depois das erradas, a resposta certa virá quando o ato errado foi cometido, televisões novas estragam e garantias são perda de tempo, o telefonema mais esperado irá chegar enquanto estamos tomando banho com o rádio no último volume, as cartas não chegam, nem os e-mails, nem a esperança, as taças caras quebram como os copos de extrato de tomate, analfabetos ganham o país e poemas de Alice Ruiz passam sem aclamação. Começar pode ser aos 17. Pode ser aos 30. Pode ser aos 85. Começar pode ser ao som de Marvin Gaye ou no apaixonar de Chico. Debaixo de uma mangueira, debaixo de uma chuva torrencial. Começar em Porto Alegre, pousar em Curitiba, recomeçar na Avenida Paulista, dormir no braços de Cristo e "passar uma tarde em Itapuã, ao sol que arde em Itapuã, ouvindo o mar de Itapuã...". Começar é de repente perceber que já se está na metade do caminho. Começar é dar mais valor ao tempo que temos e descobrir como é uma tortura o tempo que não temos. Começar é dar possibilidade de que alguma coisa aconteça aqui ou em Amsterdã. O beijo é o começo do amor. O amor é o começo do plano. O plano é o começo do caos. O caos é o começo da família. A família é o começo dos herdeiros. Os herdeiros são o começo do futuro. E o futuro já não é mais tão perto e nem tão para a gente. O futuro, aparentemente é o fim que nos espera. Espera para começar.”

sábado, 1 de junho de 2013

Depoimentos de leitura e escrita

Carlos Eduardo Matias
Desde pequeno que tenho o gosto pela leitura. Sempre me esforcei em ter leitura correta e enfática. Não é fácil, mas com esforço persistente e hábito saudável de ler e escrever, isso é possível.
Assim como Danuza Leão, eu devorava e continuo devorando revistas em quadrinhos. É uma leitura divertida e que contribui muito para um vocabulário diversificado. Recomendo a meus alunos que adquiram esse hábito também.
Através da leitura, posso corroborar a fala de J. C. Violla, que diz ficar “bem informado e antenado com o mundo”. Quanto mais eu leio, mais aprendo. E assim como Nina Horta, eu também me identifico com vários personagens dos livros que leio. Eles fazem e sempre farão parte da minha vida!
Outra coisa que destaco é a participação da família nesse hábito de leitura. Num dos depoimentos que ouvi – o do Gilberto Gil – foi mencionado que a avó foi a responsável por sua alfabetização. Eu sempre recebi incentivos de meus pais quanto a ler. Sempre ganhava livros e revistas, e isso foi me enriquecendo culturalmente. Fiz algo parecido com minha filha, que desde os 5 anos de idade já se entusiasma com a leitura.
Tudo isso me faz lembrar da querida professora Glória que, na época do colegial, me elogiava e incentivava a nunca abandonar a leitura e a busca pelo conhecimento. Graças a ela, nunca desisti do sonho de me formar em Letras, algo que consegui e com muito orgulho dedico a ela essa minha conquista pessoal.

Daniela Vieira Martins da Silva

Os primeiros contatos que tive com a Língua Escrita foram mediados por minha mãe, que, embora pouco escolarizada, lia muitos livros religiosos e ressaltava a importância de saber ler para conseguir tomar ônibus, entender contratos e outras coisas práticas. Minha mãe associava a leitura ao exercício da cidadania, ensinava que era a forma que tínhamos para conviver em sociedade sem sermos encanados por mal intencionados.
Comecei a ler decorando algumas marcas que, por razões comerciais, apresentavam sempre a mesma fonte. Meu pai e eu brincávamos de descobrir “onde está escrito”, ele perguntava por exemplo: “Onde está escrito Sharp?” e eu deveria ir até o eletrodoméstico com essa marca. Quando a brincadeira passou a ficar muito fácil ele passou a perguntar as mesmas marcas, mas escritas de trás para frente, perguntava por exemplo: “Onde está escrito Onra?” –que era a marca Arno ao contrário, assim, quando entrei na escola já conhecia muitas letras e não foi difícil aprender a ler.
Não me lembro qual foi a primeira palavra que li sozinha, sei apenas que estava com um pedaço de jornal brincando na cozinha enquanto minha mãe lavava a louça, li alguma coisa, ela veio conferir se estava certo e me parabenizou pelo feito.

Colaboradores do Blog

Carlos Eduardo Matias
Sou um professor de Língua Portuguesa que se dedica ao máximo por seus alunos. Tenho por meta conquistar as crianças e transferir-lhes conhecimento, que é o maior ganho que se pode obter na vida. Minha meta é me efetivar e estou me esforçando para conseguir isso. Nas horas livres, meu passatempo preferido é ... ler. Não podia ser diferente! As pessoas mais importantes na minha são as da minha família, especialmente minhas duas filhas, que vejo como meus maiores tesouros!

Daniela Vieira Martins da Silva
Sou professora na cidade de Piedade, leciono em duas escolas com realidades distintas, na mesma cidade, trabalho na rede pública estadual desde 2004.